Controle de oleosidade da pele

A pele oleosa tende a produzir mais sebo do que o necessário. Existem várias razões para isso: predisposição genética, estresse e flutuações hormonais, um estilo de vida pouco saudável ou outras influências externas, como o clima

Tudo isso pode estimular as glândulas sebáceas, que podem produzir excesso de óleo, causando impurezas na pele.

 

Excesso de produção de sebo

O sebo é o óleo natural da pele e existem algumas razões pelas quais a sua pele pode produzir mais em determinados momentos, tais como: durante o seu ciclo menstrual, quando você está estressado física ou emocionalmente e se você estiver usando produtos que não o fazem se adequar ao seu tipo de pele.

A aparência oleosa também é frequentemente sazonal e pode coincidir com o clima úmido

 

Excesso de brilho

controle de oleosidade pele

O excesso de brilho em uma pele, causado pela oleosidade natural, é fonte de preocupação para muitas mulheres. Afinal, desta forma a maquiagem não ficará em bom estado e precisará ser retocada em breve.Porém, o brilho não deve ser uma preocupação somente das mulheres, sendo que retocar a maquiagem é o menor dos problemas do controle de oleosidade.

Normalmente as pessoas usam lenços umedecidos ou lavam o rosto com água ou produtos adstringentes várias vezes ao dia, para remover o excesso de brilho do rosto. Você também receberá abaixo dicas para fazer este controle da melhor forma. Será que assim está correto?

Quais são as causas da oleosidade?

Primeiramente nós explicaremos a você quais são as causas, depois explanaremos as dicas para fazer o controle da oleosidade e também o que acontecerá se ele não for feito.

Os tipos de pele

tipos de pele

Existem hoje três tipos de pele:

– seca: que apresenta aspecto ressecado;

– mista: ressecada nas bochechas e oleosa na testa, no nariz e queixo;

– oleosa: aspecto oleoso e brilhante.

 

No Brasil é comum o tipo oleoso, especialmente devido ao clima subtropical. Portanto, a oleosidade, neste caso, nem sempre reflete maus cuidados com a pele. Este brilho que se repara nos brasileiros é reflexo do excesso de produção das glândulas sebáceas.

Portanto, é comum repararmos pessoas com cravos e espinhas, normalmente atingindo jovens de ambos os sexos e mulheres na idade adulta. Este problema atinge 90% da população.

As glândulas sebáceas produzem sebo, ou seja, uma camada mínima de gordura. Juntamente com o suor, este sebo protege e lubrifica a pele. É benéfico e natural.

Acontece que, quando há produção excessiva de sebo, a pele se torna mais gordurosa e brilhante, apresentando também dilatação nos poros da face.

Doenças da pele oleosa

tipos de acne

Quando não é feito um controle de oleosidade, a pele pode apresentar doenças. Já citamos as mais conhecidas, cravos e espinhas, mas também pode acontecer acne, rosácea, dermatite seborreica e hiperplasia sebácea.

Fatores que causam a oleosidade

O clima, já mencionado aqui, contribui bastante para a oleosidade excessiva da pele. Além dele, outros fatores contribuem para que haja mais sebo do que deveria. Veja:

– constituição genética;

– problemas hormonais;

– uso de produtos para a pele inadequados;

– falta de higiene;

– alimentação inadequada;

– ambientes de trabalho quentes ou mal ventilados;

– exposição frequente a vapores e óleos;

– excesso de sol.

O estresse também é um dos fatores importantes para que haja produção excessiva de sebo. Quando a pessoa está numa situação importante ou de conflito, o corpo libera uma substância que acelera a produção pelas glândulas sebáceas. Por este motivo, muitos indivíduos percebem o surgimento de acne em situações de estresse.

O efeito desta substância, chamada de neuropeptídeo, também é influenciado por outros hormônios, como a testosterona. Este é um dos principais fatores do aparecimento de acne em adolescentes, especialmente no período menstrual.

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Quais os cuidados devem ser feitos para controlar a oleosidade?

O controle de oleosidade precisa ser feito, independente do motivo que causou o excesso de produção de sebo.

O primeiro passo é manter a higiene, escolhendo produtos que farão a limpeza de sua pele e normalizarão a produção excessiva pelas glândulas sebáceas. Por conta de irritações ou espessamento da pele, é importante escolher tônicos que suavizam e acalmam a superfície.

Na dúvida de qual produto comprar, considere sua pele frágil e delicada. Portanto, é melhor adquirir itens que não retirem demasiadamente o sebo da pele, que poderá causar ressecamento. Lembre-se que esta camada protege e lubrifica nossa pele, apenas o excesso é que se torna prejudicial.

Se a pessoa retirar toda a oleosidade da pele, as glândulas trabalharão em dobro, para compensar a camada de sebo retirada, agravando o problema.

Produtos adequados

Os melhores produtos para fazer o controle de oleosidade da pele são os neutros, com baixo teor de gordura. Evite aqueles que possuem componentes ácidos ou alcalinos. Para facilitar a sua escolha, sugerimos algumas opções de sabonetes ou adstringentes que auxiliam na retirada do excesso de óleo da pele. Se o produto contiver um destes itens, está adequado:

– enxofre;

– sulfacetamida;

– piroctone olamina;

– zinco;

– ácido glicólico.

Após a limpeza, a pele pode ser tonificada com produtos à base de:

– hamamélis;

– calêndula;

– hortelã;

– cânfora;

– mentol.

Estes ingredientes são responsáveis por retirar a oleosidade excessiva e prevenir inflamações de pele.

Depois de limpar e tonificar, é hora de hidratar a pele. As pessoas de pele oleosa normalmente não usam hidratantes, pois acham que o uso do produto não é necessário. Porém, esta é uma parte importante do controle de oleosidade e a hidratação deve acontecer sempre após o uso do sabonete e do tônico, quando a pele já está limpa.

Ao sair ao sol, não se esqueça de passar protetor solar com trinta minutos de antecedência. Os produtos ideais para quem tem pele oleosa são os livres de óleo.

Quando usar produtos contra oleosidade?

Qual o melhor horário para fazer o controle de oleosidade da pele? O ideal é fazer uso destes produtos à noite, antes de dormir, já que a maior produção de sebo acontece neste período.

Se você usar maquiagem, precisa retirá-la totalmente antes de dormir. Recomenda-se demaquilar-se com produtos sem álcool na composição da fórmula.

Se o dermatologista indicar, pode-se fazer esfoliação da pele. Esta também é uma forma de retirar a oleosidade excessiva.

Segredos para controlar a oleosidade da pele

A oleosidade é um problema que, se não for tratado, pode gerar infecções e outras doenças de pele. Portanto, o controle de oleosidade precisa ser feito todos os dias, com o uso dos produtos citados acima.

Porém, compartilharemos com você abaixo alguns segredos. Eles são excelentes para controlar a oleosidade e tornar sua pele mais bonita e saudável.

– Durante o banho, regule a temperatura da água. Se estiver muito quente, ela removerá a oleosidade natural, estimulando a produção de sebo. Portanto, prefira banhos mornos a frios. Ao lavar o rosto, use o sabonete indicado mais acima, deixando o sabonete comum para outras regiões do corpo.

– Prefira maquiagem específica para quem tem pele oleosa. Além disso, é possível optar por produtos de efeito mate, que possuem aspecto mais seco. Na hora de retirar, use espuma de limpeza com tônico adstringente ou demaquilante sem álcool, citado acima.

– Os lenços umedecidos são bons para aliviar aquele aspecto pegajoso da pele, mas não fazem o controle da oleosidade de verdade. Eles podem até prejudicar a situação, se possuírem ingredientes que desgastem a pele. Para realmente limpar sua pele, carregue na bolsa loção adstringente e lenços de papel, que podem ser substituídos por pedaços de algodão.

– A poluição também afeta a saúde da pele, pois facilita o surgimento de inflamações, como a acne. O excesso de sebo também contribui para isto, então são dois casos que podem prejudicar bastante o aspecto saudável. Por isto, evite ficar em ambientes poluídos e faça uma limpeza na pele quando for possível.

– O corte de cabelo é outro aspecto que influencia o surgimento de sebo excessivo na pele. Isto porque o excesso se prende à testa e ao rosto, abafando a região e impedindo a pele de respirar. Portanto, evite cortes que deixam o cabelo em contato com a face ou mantenha-os fios presos na medida do possível. Se puder, abandone a franja.

– A escolha do protetor solar deve ser feita com cuidado quando se está fazendo controle de oleosidade da pele. Como já mencionamos, o uso deste produto é essencial para todos, independente do tipo de derme. Prefira usar FPS 30 ou superior, sempre optando por consistência gel, gel-creme ou fluido, que são os tipos indicados para pele oleosa. Estas formulações protegem a pele das radiações e evitam que a produção de sebo aumente.

– Você já deve ter ouvido falar que o chocolate provoca aumento de sebo (e surgimento de espinhas). Porém, a Ciência ainda não comprovou ou derrubou este fato. Portanto, é recomendável verificar como o hábito de comer chocolate afeta sua pele. Aí, os cuidados serão personalizados.

– O uso do ar condicionado também pode prejudicar a pele, pois causa ressecamento e consequente aumento na produção de sebo. Portanto, quando fizer uso deste aparelho, tome bastante água e use hidratante após a limpeza da pele.

Consulta com especialista

Algumas pessoas procuram um dermatologista para fazer o controle de oleosidade da pele. Se as sugestões acima não surtirem efeito, a procura pelo especialista se faz eficaz. Afinal, ele analisará a situação e indicará produtos específicos para o seu caso.

Alguns médicos inclusive possuem amostras de produtos adequados para reduzir a produção excessiva pelas glândulas sebáceas. Esta é uma solução bastante boa, já que você irá testar produtos de qualidade e não arcará com as despesas iniciais. Se funcionar, aí você pode adquirir o produto e continuar o seu tratamento.

Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

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