Melanoma: Causas, Sintomas e Tratamento

Atualmente, uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo é o câncer, que acomete pessoas de todas as idades, classes e gêneros. Ainda não há cura encontrada para tal doença e o tratamento costuma ser invasivo e sofrido.

Trata-se de uma neoplasia, isto é, um crescimento exacerbado de células ocasionando em nódulos e tumores benignos ou malignos. Dessa forma, chama-se neoplasma a massa que se forma devido ao crescimento de tecido de forma anormal.

É o tipo de neoplasia maligna a qual se entende como câncer, este tipo maligno se caracteriza pela mudança no DNA das células, que pode ser ocasionada devido a estímulos externos e geralmente a predisposição genética influencia no desenvolvimento canceroso.

O câncer pode afetar diversos órgãos e sistemas do organismo, inclusive a pele. Um dos tipos de câncer de pele é chamado de melanoma. Pretende-se, com este texto, explanar sobre o melanoma, bem como suas causas, sintomas e tratamento.

O que é o melanoma

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Trata-se do câncer de pele mais grave, devido à possibilidade de realizar metástase, isto é, as células cancerosas se espalham através da corrente sanguínea, podendo atingir outros órgãos além da pele.

Este tipo de câncer cutâneo recebe este nome devido à relação com as células produtoras de melanina – os melanócitos, isto é, o melanoma se desenvolve nos melanócitos, resultando em tumores malignos na pele, podendo acometer a pele de qualquer área do corpo.

Este tipo de câncer de pele acomete cerca de seis mil pessoas por ano no Brasil e corresponde a mais de 1500 mortes por ano. Acomete mais aos homens do que às mulheres, a maior incidência é na idade adulta, geralmente por volta de 40 a 50 anos.

Há quatro tipos de melanoma, a saber: melanoma extensivo superficial, melanoma nodular, melanoma lentigo maligno  e melanoma lentiginoso acral.

Causas

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O melanoma é formado quando há crescimento exacerbado dos melanócitos, o que causa este superdesenvolvimento ainda não está totalmente claro para a ciência e para a medicina, mas sabe-se que ocorre uma variação no DNA dos melanócitos.

A hipótese para esta variação genética é de que ocorra uma combinação de alguns fatores, tanto ambientais como genéticos, os fatores ambientais incluem a exposição aos raios ultravioletas, que estimulam as células produtoras de melanina.

Assim, pessoas que têm o hábito de tomar muito sol, podem desenvolver melanoma, se houver a presença de outros critérios. Os fatores genéticos, por sua vez, incluem a predisposição hereditária, ou seja, pessoas que têm histórico familiar de câncer podem ser mais propensas a desenvolver câncer de pele.

Além disso, há alguns fatores de risco, a saber: pessoas albinas, pele clara, pessoas com sardas ou cuja pele contenha muitas pintas espalhadas ou ainda, que contenha manchas grandes.

Outro fator de risco é o histórico pessoal, ou seja, pessoas que já tiveram alguma lesão cutânea ou outro tipo de câncer de pele são mais propensas a passar por um processo chamado recidiva, em que o câncer retorna mesmo após ser realizado o tratamento. O histórico pessoal inclui ainda a questão da imunidade, dessa forma, pessoas cujo sistema imunológico esteja fraco têm mais chance de desenvolver melanoma.

Sintomas

Devido ao crescimento das células produtoras de melanina, aparecem pintas ou manchas escuras ou com tons misturados, em alguns casos pode ocorrer coceira, sangramento e dificuldade de cicatrização. Portanto, deve-se ficar atento com o aparecimento de novas pintas que inicialmente parecem inofensivas, mas podem ser sinal de melanoma.

As manchas e pintas podem variar de pessoa para pessoa, tanto em tamanho como na coloração. Os sinais de melanoma costumam ser assimétricos, para verificar a simetria basta fazer uma divisão imaginária ao meio da mancha e perceber se os lados são iguais, caso sejam diferentes pode ser um sinal de câncer de pele.

Além disso, as bordas das manchas costumam ser irregulares, sem uniformidade e ainda, deve-se observar se a mancha ou pinta já existente tem aumentado progressivamente seu diâmetro ou se tornado alto-relevo e não plana.

As regiões do corpo mais comuns ao aparecimento das pintas e manchas são o tronco, as pernas, o pescoço, o rosto e os braços. Ainda que mais raro, podem aparecer também sob a unha, na palma das mãos, dos pés e nos órgãos genitais. Além da pele, o melanoma pode ocorrer em outros tecidos, como olhos, orelhas e no aparelho gastrointestinal.

Os sintomas dependem muito do tipo de melanoma, são quatro os tipos deste câncer de pele e os mesmos estão discriminados a seguir:

Melanoma extensivo superficial: o mais comum, geralmente caracteriza-se por pintas regulares e planas, cuja coloração é preta ou marrom;

-Melanoma nodular: este tipo apresenta uma leve elevação e sua cor costuma ser preta com um tom azulado;

-Melanoma lentigo maligno: este, por sua vez, acomete mais aos idosos, pois se caracteriza pela ocorrência em peles envelhecidas e maltratadas pelo sol, costuma aparecer nas regiões mais expostas ao sol, isto é, no rosto, braços e pescoço, o aspecto é plano e de cor marrom;

-Melanoma lentiginoso acral: mais comum em peles negras, ocorre nas plantas dos pés, nas palmas das mãos ou debaixo das unhas.

É imprescindível, portanto, observar o próprio corpo para que seja possível a detecção de novos sinais e assim, saber quando visitar o médico e o diagnóstico ser realizado precocemente, garantindo com mais precisão o tratamento. O diagnóstico e o tratamento são feitos pelo dermatologista e por um oncologista.

Os sintomas avaliados clinicamente a olho nu juntamente com perguntas no consultório não são suficientes para o diagnóstico, geralmente são realizados exames histopatológicos, ou seja, biópsia, dermatoscopia e microscopia confocal, pode-se também ser preciso realizar exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografias, para verificar se o câncer tenha se espalhado por outros órgãos.

Tratamento

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O próximo passo é iniciar o tratamento a partir dos resultados dos exames, o tratamento depende do estágio em que se encontra o melanoma.

Em todos os estágios e mesmo para fins preventivos, faz-se necessário o uso contínuo de proteção solar através dos filtros solares na pele e roupas bloqueadoras, além disso, deve-se evitar exposição ao sol.

O estágio inicial costuma envolver cirurgia, para remover os tumores, mas quando o melanoma é uma pinta pequena, esta pode ser removida na própria biópsia. Em muitos casos de melanoma inicial, apenas a cirurgia resolve, se fazendo desnecessárias outras terapias.

Já nos casos avançados, em que o melanoma já tenha realizado metástase e se espalhado pelo corpo, o tratamento incluirá, além da cirurgia, a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia biológica e terapia-alvo.

A quimioterapia consiste na administração de drogas, geralmente de forma injetável, para matar as células cancerosas e para evitar o avanço da doença. Este tipo de tratamento e realizado periodicamente, intercalando etapas do tratamento com períodos de descanso. As principais substâncias utilizadas na quimioterapia são a dacarbazina e a temozolomida. Os efeitos colaterais que podem ocorrer após a quimioterapia estão listados a seguir:

-perda de cabelo e pelos;

-náuseas e vômitos;

-diarreia;

-hematomas;

-perda de apetide.

A imunoterapia ou terapia biológica, por sua vez, consiste na destruição dos melanócitos através de medicamentos que estimulem o sistema imunológico, para que o próprio organismo produza anticorpos contra as próprias células cancerosas, sem que aja nas células sadias do corpo. Geralmente este tratamento também é feito por infusão intravenosa. Os efeitos colaterais da imunoterapia incluem diarréia, fadiga e coceira na pele.

A terapia-alvo refere-se ao tratamento específico direcionado às células cancerosas, assim, a terapia alvo age diretamente nos genes e proteínas dos melanócitos.  Geralmente a medicação é administrada via oral e os efeitos adversos costumam incluir dores nas articulações, perda de cabelo, náuseas e erupções na pele, outros efeitos mais raros são problemas cardiorrespiratórios, hepáticos, renais, oftalmológicos e hiperglicemia.

Durante e após o tratamento o paciente terá que mudar alguns hábitos devido aos efeitos colaterais e para evitar o avanço ou recidiva da doença. Isto é, será necessário melhorar a alimentação, buscando consumir nutrientes mais naturais e balanceados, bem como buscar dormir bem e realizar atividade física de acordo com a recomendação médica, estes hábitos funcionam como tratamento para os efeitos colaterais.

Para melhorar as náuseas, os vômitos e a sensação de boca seca, o médico costuma indicar refeições leves e com menores quantidades e ingestão de água regularmente para evitar desidratação. O descanso extra é indicado para evitar a fadiga que ocorre principalmente no final do tratamento.

Por fim, a forma de tratar a questão da queda de cabelo inclui o apoio familiar e conjugal, bem como falar abertamente sobre a autoestima com o médico e com as pessoas ao redor do paciente e, se necessário e dependendo da vontade do paciente, participar de grupos terapêuticos ou psicoterapia individual.

Finalizando…

Conclui-se que o melanoma deve ser diagnosticado o quanto antes, por causa do seu potencial em se espalhar por outras partes do organismo. Por isso, deve-se prestar devida atenção á própria pele, visando a detectar novas manchas e pintas, bem como suas aparências. Para que a partir disso, possa buscar um dermatologista e, se fizer necessário, encaminhar ao oncologista.

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