Tratamentos para calvície

A calvície masculina ou alopecia androgenética é a doença responsável pela perda dos cabelos nos homens. Suas causas são genéticas e são mais comuns em indivíduos de descendência europeia.

Os primeiros sinais podem ocorrer na adolescência, mas os efeitos são mais nítidos entre os 25 e 40 anos. A calvície se manifesta de forma gradual.

Primeiro os fios capilares demoram mais para crescer e em seguida eles se tornam mais finos e vão parando de crescer lentamente.

Causas

graus de calvicie masculina 

A testosterona é a principal responsável pelo aparecimento da calvície. Quando atingem a raiz dos cabelos a testosterona sofre a ação de uma enzima que converte a testosterona em DHT ou di-hidrostestosterona, que é cinco vezes mais potente. Os receptores desse hormônio não estão igualmente distribuídos em todo o couro cabeludo contribuindo para o aparecimento da alopecia androgenética.

O contato dos hormônios masculinos com os receptores localizados nos pelos modifica o crescimento dos mesmos, sua textura torna-se mais fina e seu crescimento mais lento, diminuindo seu padrão e caminhando para sua perda definitiva. É a chamada miniaturização folicular. A fase de crescimento (anágena) torna-se mais lenta é o período de descanso (catágena) torna-se mais prolongado, interrompendo-se por completo.

As mulheres também podem ser acometidas pela calvície, mas seu número é inferior, pois o nível de testosterona nas mulheres é menor. Mas o estresse da vida moderna somado ao abuso de produtos químicos aplicados nos cabelos, podem contribuir para uma acentuada queda dos cabelos nas mulheres.

As que sofrem de síndrome do ovário policístico tem mais predisposição de desenvolver alopecia androgenética, bem como as pessoas que sofrem de anemia, deficiências nutricionais ou hormonais, problemas na tireoide, etc. Os principais tratamentos para a calvície são o uso de medicamentos, tônicos, xampus e os transplantes capilares.


Tratamentos

como vencer a calvicie

Finasterida

A finasterida é uma medicação oral que inibe a ação da enzima 5-alfa-redutase responsável pela transformação da testosterona em DHT, hormônio que desencadeia alopecia androgenética.

Utilizada primeiramente para o tratamento da próstata, a finasterida tem contribuído com resultados satisfatórios no tratamento da calvície. Diminuindo em até 70% o hormônio DHT, a finasterida reduz a calvície e recupera as áreas perdidas, sendo mais funcionais para as áreas do topo da cabeça e frontal.

Seu uso deve ser contínuo mas podem ocorrer efeitos colaterais, como perda da libido e disfunções ejaculatórias.

Para evitar esses efeitos é preciso prescrever uma medicação de baixa concentração e se for possível o uso tópico (aplicação diretamente na pele), para que não haja algum problema sistêmico (interno).

Minoxidil

O minoxidil é um tônico capilar muito utilizado para o tratamento da queda de cabelos. Sua ação estimula a absorção de oxigênio e nutrientes no bulbo capilar, prolongando a fase de crescimento do cabelo (anágena). O minoxidil também contribui para tornar os fios mais grossos.

Deve ser aplicado diretamente no couro cabeludo duas vezes ao dia. Podem ocorrer alguns efeitos colaterais como irritação local, crescimento de pelos na face e nas mãos e até taquicardia.

Laser de baixa intensidade

 

O uso do laser de baixa intensidade (1 a 500 mw) tem apresentado resultados significativos. Não provoca aquecimento térmico local, não havendo perigo de desenvolvimento de cancro.

A luz do laser estimula as células e acelera seu metabolismo, ocorrendo aumento da divisão celular, melhor síntese proteica e crescimento dos pelos. Seu uso deve ser concomitante com a finasterida e o monoxidil.

O laser deve ser utilizado quando a calvície está em seu estágio inicial ou intermediário, pois somente pode agir quando as raízes dos pelos estão vivas. Quando não há mais cabelo a solução é o transplante capilar.

Transplante capilar

 

O transplante capilar é feito com a retirada dos folículos capilares do próprio paciente para as áreas calvas. Geralmente são retiradas áreas em torno da nuca e das laterais da cabeça.

Após os transplante é mais remota a chance do DHT agir, diminuindo a probabilidade dos fios sofrerem miniaturização.

É um procedimento cirúrgico e demanda um profissional habilitado para a realização.


 

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